Nas palavras de Miguel Guimarães, Bastonário da Ordem dos Médicos. "A Fundação Álvaro Carvalho (FAC) tem demonstrado durante a sua existência ser uma organização com uma boa capacidade de liderança que tem contribuído de forma exemplar para assegurar cuidados de saúde mais carenciados nas regiões mais periféricas e mais desfavorecidas. A atividade da FAC tem possibilitado que muitos doentes do interior do país possam ter acesso a cirurgias ou consultas que o Governo tem dificuldade em assegurar. Para além disso, a FAC tem também atuado na área da formação, onde se tem centrado no ensino e treino de funcionárias de residências sénior. E tudo isto de forma altruísta, com um espírito de solidariedade invulgar, que merece da minha parte o reconhecimento da FAC como uma organização idónea e fundamental no sentido de contribuir para o acesso a cuidados de saúde qualificados e diferenciados. São, de resto, este tipo de organizações que vão fazendo a diferença num país que continua a ter assimetrias muito grandes no acesso à saúde. Ao seu Presidente, Dr. Álvaro Carvalho, louvo a sua resiliência em ajudar a combater as desigualdades sociais em saúde. "

 

A acção da Fundação Álvaro Carvalho é norteada por quatro linhas essenciais:

1 – Ter âmbito nacional, mas com especial incidência nas zonas deprimidas do interior do país.

2 – Privilegiar os sectores mais carenciados da população ou os socialmente excluídos.

3 – Dar especial atenção, tendo em conta a sua importância, às doenças crónicas, sobretudo do foro oncológico, cardiovascular, hipertensão arterial, diabetes, demências, obesidade, bem como o apoio a idosos e a deficientes. Para atingir estes objectivos apostará em acções de educação para a saúde, de prevenção, avaliações de risco clínico, diagnóstico e tratamento de doenças.

4 – Exercer a sua actividade complementarmente, mas em articulação e diálogo permanente, com as estruturas assistenciais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A FAC também desenvolverá tarefas no âmbito do ensino e da formação em saúde. Incentivará, apoiará e divulgará a pesquisa e a investigação em medicina. Pretende ainda promover, patrocinar ou realizar projectos de investigação que de algum modo se relacionem com a sua prática, podendo conceder apoio a bolsas de estudo e instituir prémios.

Para levar a cabo os seus planos, a FAC celebrará protocolos com estabelecimentos de ensino e estabelecerá parcerias, privilegiando a colaboração com instâncias governamentais e intergovernamentais, com entidades públicas e privadas, de âmbito local, regional ou nacional e com organizações internacionais vocacionadas para os problemas de saúde. Em suma, pretende ter uma cooperação e um intercâmbio com instituições similares a nível mundial e em particular com as de países de expressão portuguesa.

Durante a sua curta existência, a FAC desenvolveu já um trabalho bastante significativo:

1 - Foram realizadas 153 cirurgias de cataratas a doentes de várias localidades do interior (56 doentes de Almeida, 35 de Penamacor, 44 de Idanha-a-Nova, 6 da Sertã e 12 de Proença-a-Nova).

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2 - Foram concretizadas 8 acções de sensibilização em lares séniores, que envolveram mais de 250 funcionários (3 em Almeida, 1 em Idanha-a-Nova, 1 em Proença-a-Nova, 1 na Sertã, 1 em Ansião e 1 em Cascais). Estão programadas mais acções para 2019. Estas iniciativas têm o objectivo de prevenir quedas de doentes e/ou utentes, bem como os acidentes de trabalho de quem deles cuida.

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Acção de sensibilização no lar sénior da Associação dos Amigos de Peva, em Almeida

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Acção realizada em lar sénior, Monfortinho, Idanha-a-Nova

3 - Efectuadas 157 consultas de Dermatologia (40 no centro de saúde de Idanha-a-Nova, 20 no Centro de Saúde de Proença-a-Nova, 57 no centro de Saúde e Hospital de Castelo Branco, 40 no centro de saúde de Penamacor).

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4 - Realizaram-se 69 consultas de Cardiologia, com exames (electrocardiograma e ecocardiograma) - 18 em Almeida,  18 em Penamacor, 17 em Idanha-a-Nova e 16 em Proença-a-Nova.

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